Mostrando postagens com marcador A grande Mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A grande Mãe. Mostrar todas as postagens

O poder da mulher – Amor próprio


Bem, primeiramente gostaria de explicar que meu sumiço se deu por conta da faculdade, estou cursando Pedagogia na PUCRS. Isso me tomou muito tempo, o que me frustra um pouco. Mas, vamos ao que interessa!

Estive passando por uns momentos conflituosas na minha vida, namorado cético (não o julguem), fui expulsa da equipe no centro espírita, porque, bem, eu sou médium de desobsessão e lá era uma equipe de saúde. Nesse momento eu me pergunto, como curar uma pessoa sem tirar o mal pela raiz? Como tratar de uma doença sem matar o que traz essa doença? Bem, nesse momento eu entrei em pânico, meus conceitos e minha fé foram transformados. Fui até jogar búzios em um terreiro, e o homem me disse que eu estava no lugar errado, que meu lugar era na religião afro, e eu “oque? Comoassim?”.

Nesse momento voltei-me para a religião da deusa. Eu tenho outra opção, viu! Se o espiritismo não me quer e a umbanda me quer desesperadamente, mas eu não a quero, tenho o livre direito de escolher outras coisas! Nesse meio tempo conversei com um amigo druida, ele me indicou umas bruxas para conversar, eu realmente precisava de alguém pra me guiar, de fato isso já estava no ponto de ser resolvido. Fui, conversei, e mais uma vez, uma pessoa que nem me conhecia direito falou que eu precisava de amor próprio! Antes de querer amar o outro, eu preciso me amar e me aceitar.

As palavras dela ficaram reverberando na minha cabeça o dia todo. Fui à um ritual  para mulheres à noite, com outra bruxa conhecida. E esse ritual me caiu como uma luva. Era o que eu precisava, realmente. Ela fez um círculo conosco, éramos treze mulheres. E cada uma disse o que veio procurar. Quando chegou a minha vez pensei, bem, tenho que ser verdadeira! Falei: "Eu vim buscar meu amor próprio, porque eu passei o dia todo pensando, e eu realmente não tenho. Eu não me amo". Todas elas me olharam espantadas. A minha amiga bruxa falou que fui corajosa. Será mesmo? Eu só admiti o que estava se passando comigo, e eu não admiti para as outras doze, mas para os deuses e seres de luz ali presentes.

Enfim, todo o ritual se baseou em se reconectar com a Deusa, a terra, Gaia, Ishtar e as deusas do amor. E agora é que vem a lição. Nós, mulheres, acumulamos muitas coisas no nosso útero, que é nosso caldeirão sagrado. Deixamos que todo o tipo de coisa nos afete e nos julgue. Não somos santas, não somos putas, não somos mal amadas, e essa imensidão de coisas das quais nos atribuem, somos apenas mulheres, nós buscamos a nossa felicidade, nossa sexualidade, nosso bem estar físico, mental, emocional e espiritual como qualquer outro homem.

O mais importante, que as vezes as feministas radicais náo se dão conta. Precisamos sim da energia masculina, é um equilíbrio, mas temos o direito de escolher quem será o homem. Se tu fez uma escolha errada, não culpe todos os homens, nãoculpe deus ou os deuses. Lembre-se que as pessoas não sabem da tua existência a menos que passem a te conhecer.

Mas, você se ama mesmo?

Se eu me amasse realmente não precisaria da aprovação dos outros para fazer as minhas coisas. Também não buscaria o amor nos outros. Se eu me amasse, saberia que ninguém é meu dono ou pode mandar e desmandar em mim. Se eu me amasse, não né preocuparia com a aparência, a estética como eu me preocupo. Tudo tem que estar impecável na minha maquiagem, no meu cabelo, nas minhas unhas, senão o que vão pensar de mim? Que sou uma relapsa e relaxada.

Não, meu bem, ninguém além de você vai pensar isso, e se pensar, o que isso vai lhe acrescentar? Porquê, pagar as tuas contas ninguém virá, não é mesmo? Sentir a sua cólica, sangrar por você, aquele cara legal e bonito vai vir fazer isso? Não, afinal, a menstruação é suja e te deixa imunda. Ser mulher é um fardo. Passar o que eu passo.
Já pensou nas mulheres incríveis há 5,000.00 anos atrás? Antes do catolicismo. Elas honravam sua menstruação. Elas amavam seu útero, porque ele é a fonte sagrada da dua energia!

Então cara irmã que está lendo isso. Pare de se culpar pelas coisas que os outros falam! Você deve expelir toda essa energia para fora do seu útero.

Como?

O poder da visualização é divino e muito forte. É poderoso! Em algum momento do seu dia, deite e relaxe, de preferência de parriga para baixo, sinta-se abraçada pela deusa, passe um tempo trabalhando isso. Depois inspire fundo, e ao expirar jogue para fora junto tudo o que te aflige, tudo o que teu útero carrega, toda a dor, o julgamento, o estupro, a violência, tudo. Solte não só com a respiração, mas com a vulva também. Sinta-se uma com a Grande Mãe, com os quatro elementos, mude e comece agora, e comece por dentro.

Fiquem na paz, uma boa semana. 
Leia mais...

As Faces da Deusa


Para quem não sabe, uma mulher é mística de nascença, bruxa, xamã etc. Temos o ciclo lunar em nosso corpo (ciclo menstrual), como diz meu pai: “O homem encanta de dia e a mulher encanta à noite”, e não deixa de estar certo, temos o mistério no olhar, o instinto maternal que surge não sei de onde e nos invade o peito quando um ser tão pequeno precisa de nossa proteção. Há um pouco da Deusa dentro de cada mulher, em cada pequeno ritual diário, nos cuidados com o próximo e por ai vai.

E é da Grande Mãe que tudo provém, desde o inicio dos tempos o homem cultuava a lua, numa sociedade matriarcal, onde a mulher era a portadora dos mistérios (parteira, curandeira, a conexão com o ‘além do véu’), a Deusa não governa o mundo de um lugar distante e transcendental. Ela é o mundo, Ela está no mundo. Ela é tudo que existe, existiu e existirá.

Em cada época e cada região/religião temos uma manifestação da Deusa, em seus mais diversos aspectos, e o que mais me agrada (é apenas uma opinião) é na sua forma Tríplice. A Deusa Tríplice é representada pelas fases da lua, sendo elas, a Donzela (lua crescente e/ou nova), a Mãe (lua cheia) e a Anciã (lua minguante e/ou nova). Representa também as forças da criação, manutenção e destruição que fazem parte do ciclo da vida e da natureza. Ela é então a criadora, a nutridora e a destruidora.

E o que significam estes aspectos da Deusa Tríplice? Como já disse, a Deusa rege toda a natureza e toda a existência. Ela rege, sendo regida por ela própria; Ela cria, sendo criação de si mesma. Ela é e está em tudo. Vejamos como são as características de cada face da Deusa.

 A Donzela, representada pela Lua Crescente, simboliza os novos começos, a juventude, a esperança, as sementes, o crescimento, a vitalidade, o lúdico. Ela aparece enaltecendo sua beleza, feminilidade e sexualidade. Muitas vezes é denominada de virgem, mas não no sentido de abstinência sexual. E sim de não pertencer a ninguém, em ser livre e completa em si mesma, correspondente à primavera, e dentre as Deusas Donzelas estão algumas: Pérsefone (grega), Ártemis (grega), Diana (romana), Eostre (germânica), Aine (celta), Branwen (celta), Bast (egípcia).

A Lua Cheia traz o aspecto Mãe da Deusa. Ela é aquela que nutre, protege e ama incondicionalmente; Ela é fértil e próspera. Sua sexualidade é exuberante e também a sua beleza. Ela está plena de sua potência e força vital. Muitas vezes a Deusa Mãe é representada grávida, ou com vários seios, ou com seu filho nos braços, representando o Deus que renasce de seu ventre, correspondente ao verão e algumas das Deusas Mãe são: Deméter (grega), Ísis (egípcia), Danu (celta), Freya (nórdica), Lakshmi (indiana), Maeve (celta), Inanna (suméria), Kuan Yin (chinesa).

A Deusa como Anciã vem com a Lua Minguante. Ela é a parteira, a bruxa, a mulher sábia, pois é a Senhora da Sabedoria e conhece o oculto e a magia. É a Rainha dos Mistérios e também Deusa da Cura. Ela rege os finais, o desapego, o conhecimento, as transformações e a morte. Não esquecendo que a morte contém a vida (e vice-versa), e assim como a Lua que míngua desaparecendo no Céu, ressurgindo Nova para iniciar um novo ciclo, a vida se reinicia num ciclo contínuo de vida- morte-vida, correspondente ao meio do outono e o inverno, que nos convida a um tempo de maior interiorização e introspecção. Algumas Deusas Anciãs: Baba Yaga (escandinava), Hécate (grega), Sedna (Inuit), Kali (indiana), Cailleach (celta), Sheela Na Gig (celta).

Algumas Deusas abrangem os três aspectos de Donzela, Mãe e Anciã e por isto são consideradas Deusas Tríplices. Isto acontece pelo fato de seus cultos terem sido fortes o bastante para resistirem à tendência de serem vistas separadamente, lembrando que em uma mulher ou na própria lua, cabem todos os aspectos. Estas Deusas são: Ísis (egípcia), Cerridwen (celta), Hécate (grega), Brigith(celta), Morrighan (celta), Sedna (Inuit), entre outras.

Agora, cabe a cada um se sintonizar com a Deusa que melhor se encaixa com sua energia. Algumas pessoas cultuam Hécate por ser denominada a ‘Rainha das Bruxas’ ou a ‘Mãe de todas das às Bruxas’, mas acredito que vá de cada um. Eu tenho que admitir que no inicio tive receio de Hécate, justamente por não ter muita informação e as que encontrei na internet eram meio distorcidas, e nisso acabei me esquecendo de um fato de grande valor: Eu sonhei com ela, foi Ela que me deu forças para iniciar neste caminho, ela que me protege nas noites escuras, hoje sei que ela estará sempre comigo.
Mas, voltando, a Deusa da qual elegi em meu coração é a Cerridwen (Blodeuwed, Arianrhod, Cerridwen), dizem que ela era uma das faces da Deusa em Avalon, a que carrega a luz, que é a própria luz.

Enfim, este é um conceito básico, posso estar muito equivocada, sendo que todas as minhas informações foram tiradas da rede, em breve trarei um explicativo de cada Deusa, com suas características a fim de ajudar aqueles(a) perdidos(a) (como eu fui e sou) a se encontrarem com sua deusa interior.

Blessed Be!

Fontes:
Leia mais...

Filha da Lua © Copyright 2014-2020. - Versão 3 Cristais. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.